domingo, 12 de fevereiro de 2012

FIC de Crepúsculo: Cap. 13 Desvendando os Mistérios Humanos


Desvendando os Mistérios Humanos

Depois de deixar Bella na porta de casa digiri rapidamente em direção à minha casa. Eu precisava me afastar, mas mesmo depois de 1Km, eu podia sentir minhas mãos formigando e um tipo de corrente elétrica percorrendo meu corpo ... talvez o resquício do que eu senti enquanto Bella ainda estava dentro do meu carro ... a mesma corrente elétrica que sentimos na sala assistindo o filme na aula de biologia. Era um tipo de campo eletro-magnético que nos envolvia e que me puxava para perto dela, éramos como dois ímãs carregados, eu era o polo negativo e ela o positivo, e esses se atraíam mutuamente.
Eu sentia um tipo de angústia a cada metro que me separava de Bella, algo estranho para mim ... algo que eu só passei a sentir depois de conhecê-la pessoalmente, e não através da mente das dezenas de machos da escola.
Com Bella eu me sentia mais ... humano.
Antes de conhecer Bella os meus dias eram sem graça, eu não tinha motivação alguma, sentido algum ... eu simplesmente vivia, se é isso que um vampiro faz. Eu tinha que aturar pela eternidade os 3 casaizinhos felizes e eternamente apaixonados enquanto eu ficava pelos cantos da casa lendo um dos milhares de livros de Carslile, ouvindo um dos meus milhares de CDs ou vendo um dos milhares de DVDs de filmes humanos ... às vezes assistia TV ou tocava no meu piano. Os programas de culinária me divertiam mais até que os filmes de ação, era engraçado ver a animação em que os humanos saboreavam aquelas coisas esquisitas que cozinhavam. Emmet era o que mais se divertia. “– Olha lá, Rose. Se fôssemos humanos você ia estar na cozinha agora, fedendo a gordura.” – Era o que Emmet dizia para implicar com ela.
Não demorou muito para eu chegar em casa, sempre dirigia rápido aos olhos humanos. Bella, por exemplo parecia evitar olhar pela janela quando estava no meu carro, mas eu adorava correr. Na verdade, correr era uma das poucas coisas que eu gostava de fazer, além de tocar em meu piano e foi exatamente isso que fiz assim que entrei em casa, sentei-me na bancada e comecei a tocar a música de Bella, que passou a ser a minha favorita.
– O cara tá apaixonado mesmo ... – Emmet disse entrando na sala. – E aí, Edward?
– Oi Em.
– Depois que você conheceu a garota humana você tem tocado mais ... Esme tem comentado. – Ele veio mexendo comigo.
– Bella ... o nome dela é Bella. – Disse. 
– Ok ... Ok. E como é que a Bella está se virando com a Sua sede? – Ele continuou querendo me provocar. Emmet tava doido para uma briga, tava entediado.
– Ela é muito estranha ... nem liga, cara. Tá ficando complicado. Hoje foi bem difícil ficar perto dela. – Falei sério e Emmet percebeu.
– Por que? O que aconteceu? – Emmet pareceu falar sério mas depois voltou ao seu normal. –  Você quase matou ela por acaso?
– Não ... Bella está tão envolvida quando eu, cara. Hoje pareceu que ia dar choque. – Disse a verdade, mesmo que ela parecesse improvável.
– Choque? Que isso, cara! – Ele não acreditou.
– Sei lá, parece que o ar fica eletrificado entre a gente. Tá complicado. – Disse já sentindo as minhas mãos formigando.
– Mas vocês ...  – Emmet queria saber se nós havíamos nos beijado.
– Claro que não, Emmet ... Seria muito perigoso para Bella.
– Mas como você está aguentando? – Ele não entendia e começou a imaginar.
– Tá difícil demais. – Disse e a mesma sensação começou a percorrer meu corpo só em lembrar dela. – A vontade tá muito grande, mas não posso pensar nisso, preciso pensar na segurança dela. Senão o nosso tempo será menor, e eu não quero que ele acabe.
– Por que você não transforma logo ela e resolve isso? – Para Emmet isso seria a solução.
– Você teria feito isso se Rosalie fosse humana? Tiraria dela todas as oportunidades que a vida humana poderia dá-la? – Fiz ele parar para pensar.
– Ok ... sei onde você quer chegar mas ...
– Não posso pensar no “mas”.
– Eu simplesmente não consigo ver como vocês poderão resistir muito tempo. Se já está assim agora ... imagina daqui há 1 ano. – Emmet disse já rindo. Ele já – Você vai surtar, cara! Não quero nem ver ...
– Eu também não ... por isso estou pensando em uma forma de deixá-la, mas não encontro nenhuma forma que não nos machuque. Eu não consigo mais imaginar minha vida sem ela, Em.
– Esme está curiosa. Ela é a única que ainda não conhece a Bella.
– Eu sei. Mas Esme vai gostar dela ... minha preocupação é com Rosalie. Não posso trazer Bella enquanto Rosalie não cooperar.
– Vou tentar falar com ela, ok? – Ele me prometeu. Isso seria uma preocupação a menos.
– Valeu mesmo, Em.
– Todos estamos felizes por você. – Pude ver que ele estava falando a verdade. Em sua mente ele foi lembrando das palavras de cada um, exceto Rosalie. – Você ficou décadas muito rabugento e andava com o ódio estampado na cara. Os humanos tinham mais medo de você do que de mim ... de repente ficou com essa cara de apaixonado. – Ele então terminou fazendo piada, como sempre, mas já pensando em uma boa briga..
– Tá bom. Pelo menos não incomodo mais vocês. – Respondi e antes que Emmet visse com a história de travarmos uma briguinha no meio da floresta, me esquivei. – Cara, vou nessa. Preciso caçar antes de ir para a casa de Bella.
– Você vai passar a “dormir” na casa dela todos os dias? Quer que eu faça a sua mala ou você vai trazê-la para morar com a gente? – Emmet fez piada.
– As duas opções são tentadoras. – Disse rindo para ele e já me levantando.
– Aposto que o dia em que ela cruzar essa porta você não vai mais deixar ela voltar para casa. – Ele me incitou.
– E o que você quer apostar? – Peguei no ponto fraco de Emmet.
– Uhmmm. Vou pensar bem, mas quem sabe uma boa briga? Mas uma pra valer. – Ele propôs.
– Vou pensar nisso depois te falo. – Não cordei de cara por que eu sabia que Esme e Rosalie reclamariam. Eu também não estava querendo provocar ninguém, só queria ir ver Bella. – Deixa eu ir nessa. Avisa a Esme que eu só volto amanhã de manhã. – Disse a Emmet mas Esme me respondeu com a mente. “Ok. Eu ouvi. Comporte-se.” – Deixa pra lá ... Ela já ouviu lá em cima.
– Vai nessa. Vou tentar pegar Jasper de surpresa. – Emmet disse e em sua mente eu via as inúmeras formas de Emmet agir.
– Você sabe que não vai conseguir. Essa hora Alice já deve ter alertado o Jazz.
– Mas eu posso mudar de idéia ... e tentar outra hora. – Ele disse debochando.
– Boa sorte ... você vai precisar. –  Disse e depois corri.
Corri pela porta dos fundos e saltei o rio para a floresta do outro lado. Os Herbívoros não eram tão saborosos quanto os carnívoros, mas era melhor que nada, eu preciva me fortalecer para aguentar mais uma noite ao lado de Bella, não poderia arriscar, ainda mais depois da energia que nos atraiu hoje o dia todo. Ficar perto da Bella ainda fazia a minha garganta arder demais ... se não fosse as horas que passava ao seu lado durante a noite, que fazia com que eu me acostumasse com seu perfume, não seria possível ficar perto dela na escola. Eu precisava da sua presença quase que constante, senão eu regridiria e ficaria muito mais difícil do que já era. Consegui derrubar alguns cervos e me alimentar o suficiente para me sentir empasinado, mas nunca parecia suficiente, era só pensar em Bella que a sede me queimava e a saudade apertava em meu peito.
Saudade era uma sensação nova para mim, assim como o ciúme, e como tudo que é novo gera uma ansiedade muito maior. Eu precisava me familiarizar com os sentidos, costumes e modo de viver dos humanos, principalmente os de Bella, que era a mais estranha de todos que já conheci. As reações de dela sempre me pegavam de surpresa e para que isso não acontecesse com muita frequência eu precisava me preparar. Enquanto eu corria para sua casa eu já ia fazendo, em minha mente, uma lista das coisas que precisavam ser esclarecidas, coisas que eu perguntaria a ela no dia seguinte. 
Cheguei na cada dos Swan por volta da meia noite, eles já deviam estar dormindo mas fui checar com cuidado. Perceber que o Chefe tinha uma mente semelhante a de Bella era um problema, tinha que me policiar (sem trocadilho), para não ser pego por ele. Uma ordem judicial era a última coisa que eu precisava naquele momento, nem eu nem Bella aguentaríamos ficar longe um do outro ... eu já havia percebido isso. A distância fazia mal tanto a mim quanto a ela. Chequei primeiramente Bella e depois o Chefe Swan.
Bella estava dormindo profundamente quando me esgueirei por sua janela, como fazia praticamente todas as noites. Ela estava linda, como sempre, e seus cabelos emaranhados no travesseiro. Seu perfume, intranhado em cada objeto do cômodo, invadiu meus sentidos, era sempre um sinal de boas vindas mas eletricidade que sentimos no dia anterior começou a carregar o ambiente. Não consegui me controlar naquele momento ... começei a me aproximar de Bella e minha respiração começou a acelerar. Me ajoelhei ao seu lado e vi que Bella ofegava também. Ela estava sentindo o mesmo ... mesmo dormindo. “Edward.”, ela chamava por mim e se revirava na cama. “Eu estou aqui, meu amor.”, eu pensava ... queria poder dizer em voz alta. O desejo de sentir sua pele ... sua boca na minha boca era cada vez maior, parecia que me atraía cada vez mais, mas não era o desejo pelo sangue ... era pelo corpo dela, por sua boca, desejo de beijar seu pescoço, sentir seu perfume . “Emmet tinha razão, como conseguirei ficar perto dela sem pensar em tê-la?”, eu pensava. Me aproximei mais, aos poucos eu chegava mais perto de sua boca, não conseguia controlar ... Bella então suspirou. Isso foi demais, senti o veneno enchendo minha boca, Bella começou a ofegar mais e seu coração disparou. “Ela vai acordar ... Preciso sair”, pensei e corri para o telhado na hora em que Bella acordou me chamando. Charlie quase acordou no outro cômodo.
– Você está doido mesmo né, Edward? – Me disse Alice assim que eu me sentei no telhado. Ela conseguiu me pegar de surpresa. Eu estava tão envolvido e assustado que nem percebi sua chegada. “Tenho que ter mais cuidado”, pensei.
– O que você está fazendo aqui, Alice? – perguntei meio zangado. Eu não ia fazer nada. Pelo menos era disso que eu me convencia o tempo todo.
– Eu vi você próximo demais dela e vim correndo. Quase cheguei atrasada, não é mesmo?
– Não, Alice. Eu não ia avançar, eu estava controlado. – Garanti
– É mesmo? E esse cheiro do seu veneno ... tá vindo de onde? – Ela disse se aproximando e cheirando perto da minha boca.
– Mas eu estava controlado. Alice, eu preciso de alguma forma me acostumar com Bella ... senão terei que ir embora para não mais voltar ... Eu a amo e não quero ter que partir.
– Eu sei disso, mas não vejo essa possibilidade na sua vida ... pelo menos por um bom tempo.
– Mas você vê que isso pode acontecer? – Essa informação me assustou. O que poderia acontecer de tão grave para que eu a deixasse? Teria que ser algo muito grave ... para ela.
– Não é nada certo ... não fique ansioso. Você sabe que as coisas sempre podemos mudar, mas uma coisa é certa, vocês nunca mais deixarão de se amar. – Daquela informação eu gostei.
– De minha parte eu posso ter certesa, mas dela ... eu não conheço muito bem sua vida ... o que ela viveu antes daqui. – Disse para Alice o meu maior e único medo.
– Mas vai ... amanhã. – Alice me disse sorrindo. – E ela vai te contar tudo o que você quer saber ... Agora vái lá, ela não vai acordar pelas próximas 2 horas pelo menos ... Comporte-se. – Alice então correu para a floresta e eu voltei para o quarto de Bella.
Fiquei lá, sentado ao lado da cama de Bella, por muito tempo, vendo seu peito subir e descer, ouvindo as batidas do seu coração e memorizando cada centímetro de seu rosto. Era uma preparação. Nós havíamos combinado o passeio no sábado ... eu a levaria na campina. Só de pensar em ficar só com ela, minha respiração foi acelerando, e a eletricidade no quarto, que não havia desaparecido, se intensificou. Eu quase beijei Bella naquela hora ... ela começou a dizer que me amava, que me queria perto. Era irresistível o desejo e me aproximei. Meus lábios ficaram há 1 centímetro do dela e quando Bella suspirou tive que lutar muito ... seu hálito me invadiu ... minhas mãos quase tocaram seu rosto. “Não!”, gritei na minha mente e me afastei. Sentei abraçando as minhas pernas, controlando minhas mãos que pareciam ter vontade própria. Aquilo tudo era novo para mim e muito intenso ... minha respiração se acelerou junto com a de Bella que começou a se revirar na cama. Naquele dia foi muito difícil ficar então fui embora mais cedo, antes do sol pensar em nascer, Bella também precisava descançar e a minha presença estava deixando ela muito agitada.
– O que você já está fazendo em casa? Pensei que só voltaria para irmos para a escola. – Emmet me disse assim que eu entrei pela sala. Ele estava jogando o super xadrex com Jasper.
– Não ... precisei sair antes. – Informei a ele. Sua mente ficou curiosa.
– Por que? Ela te pegou? – Ele disse rindo. – Com ela você não pode trapacear.
– Não. Quase beijei ela. – Assim que disse Emmet deu uma gargalhada.  – A culpa foi sua ... fica colocando coisas na minha cabeça.
– A culpa não é minha. Você que não se contém, cara! Tá escrito na sua cara. – Ele continuava a rir.
– Só quero ver até quando ele vai aguentar. – Jasper disse a Emmet.
– Esme tá querendo conhecer ela. Só quero ver se ele vai levar ela de volta quando trouxer ela aqui. – Emmet contou a Jazz.
– Ele vai trazer ela aqui? – – Você está louco, Edward? – Jasper me disse. Em sua mente pude ver o medo que ele sentia. A proximidade de humanos ainda era difícil para o meu irmão mais velho.
– Não sei ... acho que sim. Mas não vai ser logo, não se preocupe. – O assegurei.
– Ahahaha. Duvido! Você tá doido para trazer ela. – Emmet provocou. – E aí Jazz vamos fazer uma apostasinha inocente? – Emmet sugeriu. – Quanto tempo ele vai demorar para trazer a humana?
– Ok. Para mim não demorará nem 2 dias. – Jazz concordou e riu.
– Vocês fazem qualquer coisa por uma aposta, não é? Não me incluam nisso. – Os acusei. – O que vai ser dessa vez?
– Ei ... você é o ator principal, tudo depende de você. – Emmet me disse.
– Ei, Emmet. Nada de forçar! Assim é trapaça. Vamos deixar a coisa correr. – Jasper falava rindo junto com Emmet. Fiquei alí no meio do fogo cruzado.
– Ah! Chega. Vou pro meu quarto. – Disse e saí da sala. Deixei os dois discutindo o prêmio envolvido nessa aposta.
– Não quero essa humana aqui, Edward. – Rosalie me disse assim que subi a escada. Eu sabia que ela estava escutando tudo. Em sua mente vi que ela iria conversar com Emmet, não gostava da “força” que ele estava me dando.
– Não se meta nisso, Rosalie. – Foi somente o que eu disse. Me virei e fui para o meu quarto.
Assim que cheguei no meu quarto me deitei no único sofá que eu tinha e liguei o som alto para que as mentes de todos não me atrapalhasse... Fiquei pensando em Bella ... Naquela hora é que me dei conta de mais uma diferença entre nós. Em seu quarto havia uma cama ... no meu um sofá. Ela dormia ... eu não. Já ia mudar de roupa para buscar Bella quando Emmet entrou.
– Você vai com a gente hoje? – Emmet me perguntou. “Como se eu não soubesse a resposta”, ele pensou.
– Você já sabe a resposta. – Disse. – Vou buscar Bella.
– Perdemos mesmo a carona. – Ele disse rindo. – Diga “Oi” para ela por mim, ok?
– Ok. Pode deixar. – Ri para ele. – Ela te acha assustador.
– Ela me acha assustador? ... Uhmmm Bom... – Emmet me disse e já começou a pensar em formas de brincar com Bella.
– Nem pense nisso, ok? – Pedi a ele.
– Ok..Ok. Só brincadeira. Tô só te provocando. – Ele me disse e se virou para sair. – A gente se vê na escola. – Assim que Emmet saiu eu tomei meu banho e mudei de roupa rapidamente para sair.
Cheguei rápido na rua paralela a casa de Bella e fiquei aguardando até que o Chefe Swan tivesse a real intenção de sair.
"– Eu não vou ao baile ,pai" – Bella estava dizendo ao pai assim que eu cheguei.
"– Ninguém te convidou?". – O Chefe Swan perguntou meio confuso. Ele pensava que alguém fosse convidar a filha, isso o preocupou.
"– É uma escolha das garotas". – Bella respondeu e para a minha alegria ela já havia dispensado os possíveis pretendentes. Só não entendi por que ela não contou a seu pai que havia recusado.
"– Oh" – Foi só o que o Chefe disse a ela e na sua mente entendi.
O Chefe Swan não conviveu muito com a filha desde sua separação com a mãe de Bella, mas a conhecia o suficiente para entender que Bella não chamaria um rapaz para ir a um baile ... nunca. Bella era completamente desastrada desde criança ... nunca foi boa dançarina ou esportista, mas sempre foi muito inteligente. “Interessante”, pensei. Era mais uma coisa para juntar a lista de “Coisas sobre Bella”.
Assim que o Chefe decidiu ir para a delegacia liguei meu carro e fiquei esperando mais um pouco ... a viatura não tardou em partir e eu já estava lá, esperando por ela. Eu estava meio excitado pela sua chegada, isso era estranho, eu parecia aqueles adolescentes dos filmes humanos esperando pela namorada. “Acalme-se Edward.”, eu pensava enquanto esperava.
Ouvi Bella se aprontando no andar de cima mas logo desceu. A cada metro que Bella percorria minha respiração acelerava. Indiscutívelmente eu estava definitivamente atraído fisicamente por Bella, não tive condições de sair do carro. “Acalme-se Edward.”, eu pensava enquanto Bella se aproximava do carro. Vesti então a máscara de casualidade e ela entrou no carro. 
– Bom dia. –  disse olhando nos olhos castanhos mais lindos que eu já havia visto. – Como você está hoje?
– Bem ,obrigada. – Ela me respondeu mas eu vi as olheiras sob seus olhos.
– Você parece cansada. – Comentei.
– Eu não conseguí dormir. – Ela confessou e tentou esconder o rosto. Eu controlei a vontade de tocá-la. “Não esconda seu lindo rosto de mim, por favor.”, pensei. 
– Eu também não. – Brinquei com ela e ela sorriu para mim. .
– Eu acho que está tudo bem. Eu só dormí um pouco mais que você. – Bella entrou no clima.
– Eu aposto que sim. – Completei.
– Então,o que você fez na noite passada? – “Fiquei do lado da sua cama te vendo dormir, meu amor.”, pensei. Imaginei qual seria a reação dela se eu falasse alto e ri da idéia.
– Sem chance. Hoje é meu dia de fazer as perguntas. – Eu descobriria mais sobre ela.
– Ah, é mesmo. O que você quer saber? – Bella me disse mas pareceu não gostar de ter que revelar algo mais sobre ela.
– Qual é a sua cor favorita? – Fiz uma pergunta simples. Teria que começar devagar e não saindo de cara perguntando sobre sua vida amorosa. Só em pensar na idéia de outro a tocando me deu muita raiva. “Acho que ela percebeu”, pensei.
– Muda todo dia. – Ela me respondeu depois de revirar os olhos. “O que eu perguntei demais?”, pensei.
– Qual é a sua cor favorita hoje? – Tentei ser mais específico então.
– Provavelmente marrom. – “Marrom?”, pensei.Não entendi e bufei por não entender suas reações.
– Marrom? – Perguntei confuso.
– Claro, marrom é morno. Eu sinto falta do marrom. Tudo que era pra ser marrom ... troncos de árvore, pedras, terra ...  está coberto de verde aqui. – Bella se explicou.
Concordei com a idéia dela ... em parte. Marrom para mim não era apenas morno, era quente ... muito quente. Era a cor dos olhos de Bella, marrom chocolate. Os olhos que me aqueciam, que me prendiam, que me fazia suspirar internamente. Era sempre para aqueles olhos marrons que eu ia sempre que podia, era sempre para eles que eu olhava.
– Você está certa. Marrom é morno. – Disse e me aproximei mais.
Afastei lentamente uma mecha de seus cabelos que impedia a minha visão dos olhos marrons que me atraíam. Bella me olhou de lado e vi um pequeno sorriso surgindo. Seguimos então em silêncio para a escola.
No caminho Bella não falou nada, ela só pensava e eu ia ficando cada vez mais curioso. Eu ia pensando nas perguntas que faria para Bella durante o dia, queria conhecê-la melhor, saber de seus gostos. Eu queria comprar algo para ela, mas não sabia o que, queria que ela desfrutasse de tudo o que eu pudesse lhe dar, mas não sabia se ela aceitaria.
Assim que chegamos na escola vi que o carro de Rosalie já estava lá, e era observado por vários garotos à distância. Estacionei o meu, pela primeira vez ninguém parecia perceber.
– Qual é a música que está tocando no seu CD palyer nesse momento? – Assim que falei me dei conta do deslize. Eu já sabia qual seria a banda, eu tinha visto em seu quarto há algumas noites e eu havia comprado para conhecer seu gosto peculiar. 
– De Debussy pra isso? – Disse tirando o CD de dentro do porta-luvas do carro. “Será que ela vai desconfiar?”, esse deslize poderia me entregar, então disfarcei e dei um meio sorriso para ela. Bella sempre parecia se desmanchar quando eu quase mostrava minhas presas. Ela olhou o CD mas não falou nada. “Interessante”, pensei.
O estacionamento estava cheio mas mesmo assim me apressei para abrir a porta do carro para ela. Bella não estava acostumada a ser tratada como uma dama, mas ela teria que se acostumar. Assim que ela saiu do carro sorriu e seguimos para a aula.
Mike Newton nos observava de longe e Bella não pareceu perceber.
“– Droga. Ele agora traz ela para a escola todo dia também?”, ele pensava, mas como Bella nem notou ignorei seus pensamentos seguintes.
Caminhamos juntos até a sua aula de inglês e em todo trajeto os machos da escola me odiavam, afinal eu fui o escolhido entre todos, justamente o “esquisito”. Mal sabiam o quanto “esquisito” eu poderia ser com eles. Bella novamente nem notava, na verdade ela estava bem à vontade do meu lado.
– Bem ... qual seu filme preferido? – Disse tirando Bella de seus pensamentos.
– Romeu e Julieta. – Ela disse e sorriu. “Romeu ... claro, romântica.”
– Mas esse é antigo ... – Eu ia contestar mas ela me interrompeu.
– Gosto de coisas antigas. – Ela me disse e sorriu.
– Uhmm. Bom saber. Você então gosta de vinhos antigos, pinturas antigas ...
– Não bebo, mas gosto de pinturas antigas. – Ela disse e abriu mais um sorriso.
Deixei Bella na porta da sala onde ela teria aula de inglês. Não queria ter que ir mas era preciso, Bella precisava estudar. Na porta da sala, assim que Bella se virou para se despedir eu acariciei sua face e ela sorriu. “Aqui não!”, pensei e me virei.
Todo o caminho até a minha aula eu acompanhava pela mente dos colegas de classe de Bella suas reações. Ás vezes ela sorria para si mesma, às vezes fechava a cara. Acho que eu acompanhava suas reações, por que Emmet ficava o tempo todo me olhando ... tentando descobrir o que eu estava pensandou ou ouvindo.
– Você anda muito estranho, os professores estão percebendo. – Emmet cochichou do meu lado já quase no final da aula.
– Não consigo evitar. – Disse a ele rindo.
– Essa humana mexeu mesmo com você... – Emmet disse rindo. – Acho que vou ganhar a aposta.
– Não me envolva nisso. Nem quero saber ... – Disse a ele, mas já sabia de tudo. – Vou nessa. Depois a gente se fala.  
Assim que a minha aula acabou fui rapidamente, mas num ritmo humano, buscar Bella na sua sala e fomos juntos, caminhando para o prédio em que ela tinha aula de Espanhol. Continuei com o meu questionário. “Qual filme você detesta? ... Qual a sua comida preferida? ... Qual comida você detesta?”, e Bella respondia sem reclamar.
Deixei Bella na aula de espanhol e segui para a minha aula, mas antes acariciei novamente seu rosto, e novamente senti a ponta dos meus dedos formigarem. O tempo todo eu gostaria de poder tocá-la ... andar de mãos dadas  ou abraçado a ela pelos corredores da escola, como um casal de namorados normais, mas nós nunca seríamos isso. Na hora do almoço comprei seu almoço e ficamos juntos na nossa mesa.  
– Você se incomoda com as minhas perguntas? – Perguntei a Bella.
– Não ... ontem você respondeu a tudo o que eu lhe perguntei. – Ela me respondeu.
– Mas você só está respondendo por causa disso? – Fiquei intrigado.
– Não. – Foi só o que ela disse e sorriu ainda com a cabeça baixa.
– Você gosta de ler? – Perguntei já sabendo a resposta.
– Sim. Muito. – “Claro! Eu vi os livros na cabeceira de sua cama.”
– Já leu quantos livros? – Essa era uma coisa que eu queria saber. Eu tinha visto os livros no quarto dela, mas isso era uma rotina ou ela apenas leu por que tinha no quarto de seu pai?
– Já perdi a conta. – Isso era bom. “Uhmm Leitora assídua”, pensei.
– Então ... qual seu romance preferido ... além de Romeu e Julieta?
– Fácil ... Eu gosto de Orgulho e Preconceito e Morro dos Ventos Uivantes entre muitos, mas atualmente tenho relido esses. – Ela disse sorrindo.
– Até entendo o Orgulho e Preconceito mas ... Morro dos Ventos Uivantes? – Não conseguia ver graça na desgraça daqueles dois. – Como você pode gostar de Heathcliff e Catherine?
– Eles tem seu encanto ... Você já leu? – “Que pergunta!”
– Sim ... E Sr. Darcy e Lizie também. 
– E qual seu preferido? – Ela me disse rindo.
– Nem pensar, Bella. Hoje é meu dia. – Sorri de volta.
Continuei então com as minhas perguntas.
 – Me diga uma coisa...
– Sim. – Ela me olhou e disse depois de perceber que eu não continuei.
– Você já teve muitos namorados? – Fiz a pergunta torcendo por uma resposta negativa.
– Não. – Ela disse e eu não perguntei o “por que?”.
– Uhmmm. – Foi só o que eu disse. – Você já viajou muito pelo país?
– Não ... não muito. – Ela disse com ar meio triste.
– Gostaria? – “Eu te levo para onde você quizer ir”, pensei.
– Sim. – Ela foi infática.
– Lugar quente ou frio? – “Frio!”, pensei.
– Depende. – Ela me disse.
– Depende de que?
– Da época. Não sei dizer o que eu iria querer agora. Acho que um lugar frio estaria bom... agora.  – Ela me disse sorrindo e sua face ficou corada. Resolvi mudar de assunto para não deixá-la nervosa. Mas fiquei curioso.
– Qual sua cor favorita?
– Topázio. – Bella disse e seu rosto ficou corado novamente. “Por que ela está com vergonha?”
– Me diga.
– É a cor dos seus olhos hoje. – Ela disse de cabeça baixa e suspirou enquanto uma onda de calor me invadiu naquele momento, o desejo de tocá-la estava muito grande. – Eu acho que se você tivesse me feito essa pergunta a duas semanas atrás eu teria dito que era o Ônix. – Ela completou envolvida e olhou nos meus olhos.
                Ficamos parados alguns minutos nos encarando, analizando um ao outro até que nossas respirações começaram a acelerar e a eletricidade ressurgiu.
– Que tipo de flor você prefere? – Precisava mudar de assunto.
Bella respondia a todas as minhas perguntas, enquanto eu ia analizando todas as suas reações cuidadosamente, precisava saber o que falar e a hora certa de falar. Descobri grande parte de sua personalidade, mas sentia que ela editava muito antes. Em parte isso era minha culpa, eu tinha deixado claro, algumas vezes, que não era bom ela se envolver tanto comigo, mas já era tarde, como ela mesma me falou uma vez. Ficamos no refeitório até a hora da nossa aula de biologia, quando saímos, juntos, e caminhamos para a nossa aula. Pelo menos nesse tempo eu poderia ficar perto dela. Aproveitei que o Sr. Banner ainda não tinha chegado para fazer outras perguntas à Bella.
– Uhmm. Bem. Sua família é muito grande? – Essa era uma pergunta importante, já que eu teria, talvez ... que conhecer alguém além do Chefe ... um dia.
– Não muito. Basicamente sou eu, meu pai e minha mãe. Ah! Tem o marido dela, que agora faz parte de minha família. – Ela disse, mas uma pequena ruga se formou entre seus olhos.
– Você aceita agregados, então? – “Tipo irmãos do namorado ... mãe e pais adotivos”, pensei.
– Sim. Sempre quiz ter uma família grande. – Ela disse agora com um humor melhor. – Mas meu pai não se casou de novo e minha mãe só agora encontrou uma pessoa legal.
O professor teve uns problemas para conseguir trazer todo o equipamento... uma TV velha e um Vídeo Velho, da outra sala para a nossa. Assim que ele entrou na sala foi em direção ao interruptor da luz. Me afastei um pouco de Bella e quando ele apagou as luzes, foi como um start ... como se ao apagar a luz da sala, a energia viesse para mim e de mim para Bella. Senti minhas mãos formigando, novamente querendo tocá-la. O coração de Bella disparava cada vez mais, junto com a minha respiração. Eu fazia o possível para me controlar e ela fazia o mesmo enquanto se inclinava na mesa e não olhava para mim. Mesmo no escuro eu conseguia ver que suas mãos estavam agarradas na mesa. Estávamos definitivamente envolvidos fisicamente. Essa energia parecia fazer com que o meu coração, há muito silencioso, pudesse dar sinal de humanidade.
Mike Newton, que sentava algumas mesas atrás da nossa ficava, observando nosso comportamento o tempo todo. Ele ainda me odiava então estava muito animado coma próxima aula, ele a teria com Bella.
“– Se eu estivesse do lado dela não estaria tão longe ... idiota.”, ele pensava e me irritava cada vez mais. – “– Mas é comigo que ela estará em breve ... na educação física. Engula essa esquisito!”.
Bella não olhou para mim nenhuma vez, como fez ontem, mas eu não tirava os meus olhos dela, ficava fitando seus cabelos e ouvindo seu coração galopar enquanto, infelizmente Mike Newton continuava a gritar insultos contra a minha pessoa em sua mente. Assim que o filme terminou Bella suspirou, acho que aliviada quando as luzes se acenderam, não soube dizer. Assim que Bella relaxou olhou para mim, seus olhos eram chocolates derretidos pela excitação que a eletricidade nos causava.   
Infelizmente Mike Newton tinha razão... Ele ficaria com ela, pelo menos na próxima aula. O ciúme começou a me incomodar realmente. Levantei em silêncio e esperei por ela. Caminhamos juntos sem falar nada até o ginásio, eu estava angústiado por saber que ficaria longe dela novamente. Lá dentro Mike já estava ansioso esperando por Bella. Não gostei nada mas eu não tinha o que fazer, Bella tinha a aula dela  e eu (infelismente) a minha ... não poderia simplesmente levá-la de lá sem despertar mais a atenção de todos.             Quando chegamos à porta do ginásio Bella se virou, como fez ontem e em seu rosto pude ver a angústia. Acariciei seu rosto da têmpora até a mandíbula, mas dessa vez com as costas da minha mão ... meus dedos estavam dormentes, eles ficaram formigando durante todo a aula de biologia e deviam estar mais gelados que nunca e isso poderia incomodá-la. Antes que meus dedos acariciacem seus lábios, por que era isso que eles queriam, me virei e fui para mais uma maldita aula ... longe dela.
– Edward? – A professora de Espanhol me perguntou de repente. Via em sua mente que ela havia me feito uma pergunta, mas eu não ouvi. “Estranho ...”, pensei.
– Si, señora Goff? – Respondi num espanhol perfeito.
– ¿estás bien? – Ela me perguntou.
– Sí Señora.
Durante toda a minha aula de espanhol, fiquei prestando a atenção na mente dos colegas de aula de Bella, seguindo e observando seus movimentos. Ela ficava mais quieta em seu canto do que participando, ela observava enquanto Mike Newton jogava. Mike achava que evitando Bella faria com que ela o percebesse. “Idiota”, pensei. Eles não se falavam ... “É ... acho que dar um gelo nela tá fazendo efeito ... Olha como ela parece triste. De repende ela e o Cullen não estão tão bem assim, ela não pode estar gostando do esquisito ... não ... não pode.”, ele pensava, mas eu preferia acreditar que Bella estava triste pelo mesmo motivo que eu, não estávamos juntos.
Mal terminou a minha aula e a de Bella, fui para o ginásio esperá-la. Bella tropeçou algumas vezes quando ia para o vestiário ... Ri em pensamento, mas Bella não demorou hoje, na verdade foi mais rápida que ontem. Não consegui evitar ... assim que senti seu perfume uma onda de calor, felicidade e alívio me envolveram e logo Bella estava vindo para mim. Assim que ela apareceu suas feições mudaram drasticamente, um sorriso largo apareceu em seu rosto e eu retribuí com outro sorriso ... não consegui evitar. Ficamos felizes juntos.
Fomos caminhando silenciosamente até o meu carro, debaixo dos olhos curiosos dos humanos que estavam no estacionamento. Muitas meninas invejavam Bella ... “Ela é tão sem graça e desastrada. O que ele viu nela?’, os machos me odiavam por ter sido o escolhido, na mente deles eu era um cara despresível ... “Ele nunca pegou nenhuma garota daqui ... Porque foi querer logo ela?”, eles pensavam .
– Você tinha muitos amigos na sua outra escola? – Continuei perguntando coisas sobre a sua vida assim que entramos no meu carro.
– Não, só algumas amigas. Nosso grupo era pequeno, já que não nos encaixávamos muito. – “Nem eu”, pensei.
– Por que?
– Não fazíamos parte do grupo de esportistas ou líderes de torcida. – Ela respondeu rapidamente, como se isso fosse óbvio.
– Uhmm... Então o que você e seus amigos faziam para se divertir?
– Eu e minhas amigas, sempre íamos à cinema ... trocávamos livros ... essas coisas. – Ela foi infática nas “amigas”.
– Amigas? E os ... uhumm ... amigos?
– Não tinha muitos ... amigos.
– Sei ... e namorados? – Eu ainda estava curioso.
– Não. – Ela me disse, fechou a cara e ficou pensativa olhando pela janela.
– Ok. Você sente falta dos amigos ... quer dizer, das amigas? – Disse provocando ela.
– Senti ... mas não agora ... não mais. – Ela disse de cabeça baixa e corada.
– Isso é bom ... Uhmmm ... Você sente falta da sua casa ... da sua mãe?
– Sim. – Foi só o que ela disse. Senti que Bella ficou triste ... não queria que ela ficasse triste.
– Fazia muito sol onde você morava? – Sol ... esse era um assunto que imaginei que ela gostaria de falar.
– Sim ... muito.
– Você sente falta do sol? – Isso era um ponto importante.
– Sim, mas já senti mais.
– Como é viver em um lugar onde o sol sempre está presente?
– Bem ... é bom. Não é preciso usar tanta roupa. – Ele disse e riu. – As roupas são mais confortáveis e não parecem com um equipamento alienígena.
– Me conte mais ... – Pedi.
                Bella então começou a contar com detalhes como era sua vida antes de Forks. Ela parecia estar feliz alí comigo, dentro do meu carro, mesmo debaixo de muita chuva. Percebi que ela se sentia bem e emplogada em contar sobre como era a sua vida, sobre coisas que eu nunca tinha tido a oportunidade de presenciar, ou se já havia não lembrava. As lembranças humanas vão desaparecendo aos poucos. Era ótimo ouvir tudo o que ela me contava, eram coisa incríveis para mim ... como ela. Em alguns momentos eu é que me senti angustiado ou até mesmo triste, como quando ela contou sobre a extensão do céu azul que cobria sua casa e sua vida todos os dias. Realmente deve ter sido muito difícil para ela se mudar para um lugar chuvoso, úmido, frio e às vezes sombrio como Forks.
Aquela tarde foi maravilhosa para mim, e acho que para ela também. Desde que a conheci, foram poucas as vezes em que vi Bella sorrindo, mas hoje foi diferente, principalmente naquela última hora. Mas meu tempo estava acabando, ouvi longe a mente de Charlie.    
– Você já acabou? – Bella me perguntou quando eu não falei mais.
– Nem perto ... mas o seu pai vai chegar logo em casa. – “E eu infelismente tenho que ir...”, pensei triste por ir embora. Queria ficar.
– Charlie! – Bella se assustou. Ela olhava para fora do carro e fez uma careta. – Que horas são?
– É o crepúsculo. – Murmurei para ela.
Bella não entenderia como é difícil para alguém como eu ter que viver durante tanto tempo nas sombras, no escuro da noite, sem nunca poder ficar ao sol, ir à praia, desfrutar da natureza sem assustá-la, ter um cachorro, como ela disse gostaria de ter ... coisas humanas e “normais” que eu gostaria de desfrutar com ela. Estar sempre à espreita, alerta por que de uma hora para outra teríamos que nos mudar ... 
– É a hora mais segura do dia pra nós. A hora mais fácil. Mas, também mais difícil, de certa forma...o fim de outro dia, o retorno da noite. – “A hora em que eu tenho que deixá-la.” – A escuridão é tão imprevisível, você não acha? – Disse meio melancólico e triste.
– Eu gosto da noite. Sem a escuridão não poderiamos ver as estrelas ... Não que elas apareçam muito por aqui. – “É verdade ...”, pensei. Bella sempre fazia o possível para enxergar um lado bom em tudo.
– Charlie vai chegar em alguns minutos. Então, a não ser que você queira dizer pra ele que estará comigo no Sábado...
– Obrigada, mas não, obrigada. – Bella agradeceu e segurou seus livros. Queria poder eu mesmo a levar até sua porta, mas seu pai chegaria logo.
– Amanhã é minha vez, então?
– Cetamente não! – Eu ainda queria saber mais ... muito mais sobre ela ... 17 anos de Bella não poderia ser descritos em apenas uma tarde. – Eu disse que ainda não tinha acabado, não disse?
– O que é que ainda falta? – Ela me perguntou.
– Você vai saber amanhã.  – “Curiosa, com certesa.”, pensei. Me aproximei mais de Bella e estendi meu braço passando por cima dela para abrir a porta, já que ela tinha nos braços todos os seus livros. O coração de Bella saltitou com a minha proximidade mas nem pude desfrutar daquele momento. –Isso não é bom. – Falei baixo assim que ouvi uma voz conhecida, era um Quileute, Billy Black e seu filho Jake. Eles estavam vindo para a casa de Bella.
– O que foi?
– Mais complicações. – Billy Black estava vindo sondar a minha relação com Bella e principalmente, tentar descobrir até onde tinha conhecimento sobre mim e minha família.
Abri rapidamente a porta para Bella saísse, não queria confusão para ela, ainda mais que seu pai se aproximava. Logo os faróis do carro dos quileutes nos atingiram.
– Charlie está na esquina. – Avisei a Bella, isso com certesa a faria sair mais rapidamente.
“Aquele sanguessuga maldito.”, Billy pensou assim que me reconheceu e eu o encarei mesmo depois que Bella havia saído, é claro que ela percebeu.
Antes do Chefe Swan virar a esquina e eu causar problemas para Bella, liguei meu carro e fui embora sem me despedir de Bella, o que foi imperdoável.

FIC de Crepúsculo: Cap. 12 Complicações

Esta não é uma FIC da Paulinha, é um capítulo de Crepúsculo escrito pela própria Stephanie Meyer que vazou na internet.



Complicações
  
Bella e eu andamos silenciosamente até a aula de biologia. Eu estava tentando me focar no momento, na garota ao meu lado, no que era real e sólido, em qualquer coisa que mantivesse as visões enganosas e sem sentido da Alice longe de minha cabeça. Nós passamos por Angela Weber, lentamente na calçada, discutindo um exercício com um garoto de sua aula de trigonometria. Eu vistoriei os pensamentos dela mecanicamente, esperando mais desapontamentos, somente para ser surpreendido por seu teor melancólico.
Ah, então havia alguma coisa que Angela queria. Infelizmente, não era algo que podia ser facilmente embrulhado para presente. Eu me senti estranhamente confortável por um momento, ouvindo a falta de esperança gritante de Angela. Um senso de afinidade de que Angela nunca tomaria conhecimento passou por mim, e eu estava, naquele segundo, quite com aquela garota humana. Eu estava estranhamente consolado em saber que eu não era o único a viver uma trágica história de amor. Corações quebrados estavam por toda parte. No segundo seguinte, eu estava abruptamente e completamente irritado. Porque a história de Angela não tinha que ser trágica. Ela era humana e ele era humano e a diferença que parecia tão intransponível em sua cabeça era ridícula, realmente ridícula comparada à minha própria situação. Não havia razão em seu coração quebrado.
Que tristeza mais sem sentido, quando não havia nenhuma razão válida para ela não estar com quem ela queria. Por que ela não tinha o que ela queria? Por que essa história não
tinha um final feliz? Eu queria dar a ela um presente… Bem, eu devia dar a ela o que ela queria. Sabendo o meu efeito sob a natureza humana, isso provavelmente não devia ser muito difícil. Eu analisei cuidadosamente a consciência do garoto ao seu lado, o objeto de sua afeição, e ele não pareceu relutante, ele somente estava bloqueado pela mesma dificuldade que ela estava. Falta de esperança e submisso, assim como ela. Tudo que eu tinha que fazer era implantar a sugestão…
O plano se formou facilmente, o script se escreveu sozinho sem esforço algum de minha parte. Eu precisaria da ajuda de Emmet - convencê-lo a ir adiante com isso era a única dificuldade de verdade. A natureza humana era muito mais fácil de se manipular do que a natureza vampírica. Eu estava satisfeito com a minha solução, com o meu presente para Angela. Era uma boa distração de meus próprios problemas. Gostaria que os meus fossem tão fáceis de serem resolvidos.
Meu humor estava lentamente melhorando enquanto eu e Bella nos sentávamos em nossos lugares. Talvez eu devesse ser mais positivo. Talvez existisse alguma solução para nós que estava me escapando, do mesmo jeito que a solução óbvia para Angela não estava visível para ela. Não é muito provável… mas por que perder tempo com falta de esperança? Eu não tinha tempo a perder quando se tratava de Bella. Cada segundo importava.
O Senhor Banner centralizou uma velha TV e vídeo. Ele estava pulando uma sessão que ele não estava particularmente interessado - doenças genéticas - mostrando um vídeo nos próximos três dias. O Óleo de Lorenzo não era uma peça muito alegre, mas isso não parou a excitação na sala. Sem anotações, sem materiais de teste. Três dias livres. Os humanos exultavam. Isso não me importava muito, de qualquer forma. Eu não tinha planejado em prestar atenção em nada além de Bella.
Eu não puxei a minha cadeira para longe dela hoje, para me dar espaço para respirar. Ao invés disso, eu sentei perto, ao lado dela, como qualquer humano normal faria. Mais perto do que nós sentamos dentro do carro, perto o suficiente para que o lado esquerdo do meu corpo submergisse no calor que saía de sua pele.
Era uma experiência estranha, tanto agradável quanto extremamente irritante, mas eu preferia isso a sentar de frente para ela na mesa. Isso era mais do que eu estava acostumado, e ainda eu rapidamente percebi que não era o suficiente. Eu não estava satisfeito. Estando tão perto assim dela eu queria estar mais perto. A força era maior quanto mais perto eu estava. Eu tinha a acusado de ser um imã para o perigo. Agora mesmo, eu sentia que isso era literalmente verdade. Eu era o perigo, e, cada centímetro que eu me permitia ficar mais próximo dela, sua força de atração aumentava.
E então o Senhor Banner desligou as luzes.
Foi diferente, quanto de diferença isto fez, considerando que a falta da luz significa pouco aos meus olhos. Eu podia ver perfeitamente quanto antes. Cada detalhe da sala era claro. Então por que o súbito choque de eletricidade no ar, na sala escura que não era escura para mim? Era porque eu sabia que eu era o único que podia ver claramente? Ambos, Bella e eu éramos invisíveis para os outros? Como se estivéssemos sozinhos, somente nós dois, escondidos em uma sala escura, sentados tão perto um do outro…
Minha mão se moveu na direção dela sem a minha permissão. Somente para tocar a sua mão, segurá-la na escuridão. Isso teria sido um engano horrível? Se a minha pele a incomodasse, ela só teria que puxar sua mão para longe…
Eu puxei rapidamente minha mão de volta, cruzando meus braços firmemente contra o meu peito e cerrei minhas mãos. Sem erros. Eu tinha prometido a mim mesmo que eu não cometeria erros, não importassem quão mínimos eles parecessem. Se eu segurasse a sua mão, eu iria querer mais - outro toque insignificante, outro movimento para mais perto dela. Eu podia sentir isso. Um novo tipo de desejo estava crescendo em mim, lutando para superar meu auto-controle.
Sem erros.
Bella cruzou seus braços com segurança sob seu próprio peito, e suas mãos estavam
travadas como bolas, assim como as minhas.
“O que você está pensando?”Eu estava morrendo para murmurar as palavras para ela, mas a sala estava quieta o suficiente para se ouvir a mínima conversação.
O filme começou, iluminando a escuridão um pouco. Bella olhou para mim. Ela notou a maneira rígida que eu mantinha meu corpo - assim como ela - e sorriu. Seus lábios se repartiram lentamente, e seus olhos pareciam cheios de calorosos convites. Ou eu estava vendo o que eu queria ver. Eu sorri de volta; sua respiração saiu em um baixo ofego e ela olhou rapidamente para longe. Isso piorou as coisas. Eu não conhecia seus pensamentos, mas eu estava repentinamente positivo de que eu estava certo antes, e ela queria me tocar.
Ela sentia esse desejo perigoso assim como eu.
Entre o seu corpo e o meu, a intensa eletricidade.
Ela não se moveu pelo resto da hora, mantendo-se rígida, postura controlada enquanto eu me segurava. Ocasionalmente, ela me espiava de novo, e a eletricidade se agitava como se um raio passasse por mim de forma repentina.
A hora passou - mesmo assim suficientemente lenta. Isso era tão novo, eu poderia ficar sentado aqui ao lado dela por todo o dia, só para experimentar esse sentimento por completo. Eu tinha dúzias de diferentes argumentos para discutir comigo mesmo enquanto os minutos passaram. Racionalidade lutando contra desejo enquanto eu tentava justificar tê-la tocado.
Finalmente, Sr. Banner ligou as luzes novamente.
Na brilhante luz fluorescente, a atmosfera do quarto voltou ao normal.
Bella suspirou e se espreguiçou, esticando os braços na sua frente. Isto deve ter sido desconfortável para ela se manter naquela posição por muito tempo. Era mais fácil para mim - a imobilidade vinha naturalmente. Eu soltei um risinho pela expressão de alivio em sua face.
– Bem, aquilo foi interessante.
– Hmm. – ela murmurou, claramente entendendo sobre o que eu me referi, mas sem fazer
comentários. Eu daria tudo para ouvir o que ela estava pensando naquele instante. Eu suspirei. Nem toda a vontade do mundo me ajudaria com aquilo.
– Devemos? – Eu perguntei, me levantando.
Ela fez uma careta e se pôs de pé de uma maneira instável, com suas mãos espalmadas como se ela estivesse com medo de que fosse cair. Eu poderia oferecer minha mão. Ou poderia colocar minha mão por baixo de seu cotovelo - bem sutilmente - e apoiá-la. Claramente não seria uma infração horrível… Sem equívocos.
Ela estava muito quieta enquanto caminhávamos através do ginásio. Entre seus olhos uma ruga se fazia evidente, um sinal de que ela não havia dormido muito. Eu, também, estivera pensando profundamente.
Um toque em sua pele não iria machucá-la, argumentava meu lado egoísta.
Eu poderia facilmente moderar a pressão de minhas mãos. Isso não era algo dificil, enquanto eu conseguisse me controlar. Meu senso tátil era melhor desenvolvido do que o de um humano. Eu poderia fazer malabarismos com uma dúzia de cristais sem quebrar nenhum. Eu poderia tocar uma bolha de sabão sem estourá-la. Enquanto eu estivesse em meu pleno controle…
Bella era como uma bolha de sabão - frágil e efêmera. Temporária.
Por quanto tempo eu seria capaz de justificar a minha presença em sua vida? Quanto tempo eu ainda tinha? Eu teria outra chance, como esta, como este momento, este segundo?
Ela não estaria sempre ao alcance de meus braços…
Bella virou-se para olhar-me à porta do ginásio, seus olhos arregalaram-se diante da
expressão de meu rosto. Ela nada falou. Eu olhei para mim mesmo através do reflexo de seus olhos e vi o conflito dentro de mim. Assisti a minha face se alterar enquanto meu melhor lado perdia o argumento.
Minha mão se levantou, sem um comando consciente para que isso acontecesse. Tão gentilmente como se ela fosse feita do mais fino vidro, como se ela fosse tão frágil como uma bolha, meus dedos tocaram a pele quente que cobria sua bochecha. Ela esquentou ao meu toque e eu pude sentir seu sangue pulsar por baixo de sua pele alva.
“Já chega”, eu ordenei, apesar de minha mão estar lutando para acariciar sua face. “Já chega.”
Foi dificil de trazer minha mão de volta, de me fazer parar de me mover mais próximo a ela do que eu já mais havia estado. Milhares de diferentes possibilidades explodiram em minha mente em um átmo - milhares de maneiras de tocá-la. A ponta do meu dedo traçando o contorno de seus lábios. Minha palma acariando seu queixo. Puxando a presília de seus cabelos e deixando ele se espalhar em minha mão. Meus braços envolvendo-a pela cintura, segurando-a contra a extensão de meu corpo.
“Já chega.”
Eu forcei-me a virar, para mover-me para longe dela. Meu corpo moveu-se pesadamente, sem vontade. Deixei minha mente hesitante para olhá-la enquanto eu caminhava apressadamente para longe, quase correndo da tentação. Eu capturei os pensamentos de Mike Newton - eram os mais audíveis - enquanto ele via Bella passar por ele sem notá-lo, seus olhos sem foco e suas bochechas coradas. Ele se enfureceu e de repente meu nome se misturava a maldições em sua mente. Eu não ajudei muito, sorrindo sarcásticamente em resposta.
Minhas mãos estavam formigando. Eu as flexionei e então cerrei os punhos, mas elas continuaram a me aferroar de forma indolor. Não, eu não havia machucado ela - mas ainda assim, tocá-la havia sido um erro. Eu me sentia em chamas - como se a sede ardente em minha garganta tivesse se espalhado por todo o meu corpo. Na próxima vez que eu estivesse próximo a ela, seria eu capaz de me impedir de tocá-la novamente? E se eu a toquei uma vez, seria eu capaz de parar por aí?
Sem mais equívocos. Era isso.
“Contenta-te com a memória, Edward.”, eu disse para mim mesmo, rindo, e guarda tuas mãos para ti mesmo. Era isso ou eu teria que forçar-me a partir, de alguma forma. Pois eu não poderia permitir a mim mesmo de estar perto dela se eu insistisse em cometer estes erros. Eu respirei profundamente e tentei afirmar meus pensamentos. Emmet me encontrou do lado de fora do prédio de Inglês.
– Ei, Edward. – “Ele parece melhor, estranho, mas melhor. Feliz.”
– Ei, Em. Pareço feliz? – “Creio que sim, apesar do caos em minha mente, eu me sentia dessa forma.”
“É melhor você manter a boca fechada, garoto. Rosalie quer arrancar sua língua fora.”
Eu suspirei.
– Me desculpe por tê-lo deixado encarregado disso. Está bravo comigo?
– Naw. Rose vai superar isto. Era algo que estava destinado a acontecer de qualquer jeito. Assim como o que Alice viu…
As visões de Alice são algo que eu não quero pensar nesse instante. Eu olhei para o vazio, meus dentes travados juntos. Enquanto eu procurava por alguma distração, eu capturei um pensamento de Ben Cheney, entrando na sala de Espanhol na nossa frente.
“ Ah - aqui estava minha chance de dar a Angela Weber o seu presente.”
Eu parei de andar e peguei no braço de Emmet.
– Espere um segundo.
– Que foi?
– Eu sei que não mereço, mas você me faria um favor?
– O que é? – ele me perguntou, curioso.
Sussurradamente - e numa velocidade que faria as palavras incompreensíveis para qualquer humano, não importasse quão audíveis elas fossem ditas - eu expliquei a ele o que eu queria. Ele me fitou, pasmo, quando eu terminei. Seus pensamentos tão confusos quanto a sua expressão.
– E então? –  eu perguntei. –  Vai me ajudar a fazê-lo?
Levou um minuto para que ele respondesse.
– Mas, por que?
– Qual é, Emmet. Por que não?
“Quem diabos é você e o que fez com o meu irmão?”
– Não é você que sempre reclama da escola ser sempre igual? Isto é algo um tanto diferente, não acha? Considere isto um experimento - um experimento sobre a natureza humana.
Ele me fitou por mais um momento antes de dizer.
– Bem, isto é diferente, eu o farei…
– Okay, ótimo. –  Disse. Emmet bufou e encolheu os ombros.
– Eu vou te ajudar.
Eu sorri para ele, me sentindo mais entusiasmado sobre o meu plano, agora que ele estava a bordo. Rosalie era um saco, mas eu sempre devia a ela por ter escolhido Emmet, ninguém tinha um irmão melhor que o meu. Emmet não precisaria praticar. Eu sussurrei as instruções para ele, por sob a minha respiração enquanto entravamos na sala de aula. Ben já estava em sua cadeira, atrás da minha, ajeitando seu dever de casa para entregar.
Emmet e eu, ambos sentamos e fizemos o mesmo. A classe ainda não estava em silêncio; o burburinho de conversas paralelas continuaria até que a senhora Goff chamasse a atenção. Ela não tinha pressa, estava contemplando os questionários da aula passada.
–  Então. –  Emmet disse, sua voz mais alta que o necessário - se ele estivesse realmente
falando apenas para mim. – Você já convidou a Angela Weber para sair?
O som de papéis farfalhado atrás de mim cessou abruptmente enquanto Ben congelava, sua atenção repentinamente cravada na nossa conversa.
“Angela? Eles estão falando de Angela?”
Bom. Eu tinha a sua atenção.
– Não. – eu disse, balançando minha cabeça lentamente para parecer arrependido.
– Por que não? – Emmet improvisou. –  Está com medo?
Eu sorri para ele.
– Não, eu ouvi dizer que ela está interessada em outra pessoa.
“Edward Cullen vai chamar Angela para sair? Mas… Não. Eu não gosto disto. Eu não o quero perto dela. Ele não… não é bom para ela. Não é… seguro.”
Eu não havia previsto o cavalheirismo, o instinto protetor. Eu queria a inveja. Mas qualquer coisa funcionaria.
–  Você vai deixar isso impedir você? – Emmet perguntou, improvisando novamente. – Não
está a fim de competição?
Eu me espantei com ele mas fiz uso do que ele me deu.
– Olha, eu acho que ela realmente gosta desse tal de Ben. Eu não vou tentar persuadi-la do contrário. Há outras garotas. – A reação na cadeira atrás da minha foi elétrica.
– Quem? –  Emmet perguntou, de volta ao script.
– Meu parceiro de laboratório disse que é algum garoto chamado Cheney. Eu acho que não
sei quem é.
Eu mordi meus lábios para não sorrir. Apenas os poderosos Cullens poderiam convencer alguém com esse fingimento de não conhecer cada aluno dessa escola simplória. A cabeça de Ben estava rodando em parafuso.
“Eu? Acima de Edward Cullen? Mas porque ela iria gostar de mim?”
–  Edward. –  Emmet murmurou em um tom baixo, indicando o garoto com os olhos. – Ele está bem atrás de você. – ele mexeu os lábios, de uma maneira tão óbvia que o humano facilmente pode ler as palavras.
– Oh. –  eu murmurei de volta.
Eu virei meu acento e olhei uma vez para o garoto atrás de mim. Por um segundo, os olhos negros, atrás dos óculos, estavam amedrontados, mas então ele enrijeceu e alinhou seus ombros estreitos, afrontado pela minha clara e depreciativa avaliação. Seu queixo se projetou e uma vermelhidão de raiva escureceu sua pele bronzeada.
– Huh. –  eu disse arrogantemente enquanto me voltava para Emmet.
“Ele pensa que é melhor que eu. Mas Angela não. Eu mostrarei a ele.”
“Perfeito.”
– Você não disse que ela levaria Yorkie para o baile? – Emmet perguntou, roncando ao dizer o nome do garoto demonstrando o quanto desprezava sua esquisitice.
– Aparentemente esta foi uma decisão tomada pelo grupo. – Eu queria ter certeza de que Ben estava escutando claramente. – Angela é tímida. Se B...  se um garoto não tiver coragem de chamá-la, ela nunca chamaria
– Você gosta de garotas tímidas. – Emmet disse improvisando. Garotas quietas. Garotas tipo… hmm, eu não sei. Talvez Bella Swan?
Eu sorri para ele.
– Exatamente. – Depois eu voltei para a encenação. – Talvez Angela se canse de esperar. Talvez eu a chame para o baile.
“Não, você não vai.” Ben pensou, sentando-se em sua cadeira. “E daí que ela é muito maior que eu? Se ela não se importar, eu também não me importo. Ela é a garota mais legal, mais esperta e mais bonita dessa escola. E ela me quer.”
Eu gostei desse Ben. Ele parecia brilhante e bem esclarecido. Talvez até merecesse uma garota como Angela. Eu mostrei meu polegar para Emmet por debaixo da carteira enquanto a Sra. Goff parou e saudou a classe.
“Ok, eu admito - isso foi um tanto engraçado”, Emmet pensou.
Eu sorri para mim mesmo, feliz por ter sido capaz de fazer uma história de amor ter um final feliz. Eu sabia que Ben ia cair na armadilha e que Angela iria receber meu presente anônimo. Minha dívida foi paga.
Que tolos eram os humanos, deixar um diferencial de 15 centímetros confundir sua
felicidade. Meu sucesso me deixou de bom humor. Eu sorri novamente enquanto me arrumava em minha cadeira para ser entretido. Afinal de contas, como Bella disse no almoço, eu nunca a havia visto em ação em uma aula de educação física antes.
Os pensamentos de Mike eram os mais fáceis de encontrar no monte de vozes que havia pela quadra. Sua mente tinha se tornado bem familiar nas últimas semanas. Com um suspiro eu me renunciei para ouvir através dele. Pelo menos eu poderia ter certeza que ele estaria prestando atenção em Bella.
Eu estava quase pronto para ouvir ele se oferecendo para ser o parceiro de Bella. Meu sorriso se fechou, meus dentes se apertaram e eu tive que lembrar a mim mesmo que matar Mike Newton não era uma opção permissível.
“Obrigada, Mike - você não precisa fazer isso, sabe?”
“Não se preocupe, eu ficarei fora de seu caminho.”
Eles sorriram um para o outro, e flashes de numerosos acidentes - todos conectados a Bella de alguma forma - se passando pela cabeça de Mike. Mike jogou sozinho primeiro, enquanto Bella hesitava na metade de trás do pátio, segurando sua raquete cautelosamente, como se ela fosse alguma espécie de arma. Então o treinador bateu palmas enquanto caminhava e disse a Mike para deixar Bella jogar.
“Uh oh”, Mike pensou enquanto Bella caminhava com um suspiro, segurando sua raquete em um ângulo estranho.
Jennifer Ford jogou diretamente na direção de Bella com uma satisfação rondando seus
pensamentos. Mike viu Bella dar uma guinada, batendo a raquete muito longe de seu alvo,
e ele entrou para tentar salvar a jogada.
Eu observei a trajetória da raquete de Bella com atenção. Com certeza ela tinha acertado a rede esticada e saltou de volta para ela, dando uma pancada em sua testa antes de quicar para acertar o braço de Mike com um ressonante “thwack”.
“Ow. Ow. Uhm. Isso vai deixar um hematoma.”
Bella estava esfregando sua testa. Era difícil para mim ficar parando no lugar onde eu estava, sabendo que ela estava machucada. Mas o que eu poderia fazer se estivesse lá? E não parecia ser algo sério… eu hesitei, assistindo. Se ela tentasse continuar a jogar, eu teria que arrumar uma desculpa para tirá-la da aula. O treinador riu.
“Desculpe, Newton.” Essa garota era a mais azarada que eu já tinha visto. Não devia infligir sua presença aos outros.
Ele virou suas costas deliberadamente e se moveu para assistir a outro jogo para que Bella pudesse voltar ao seu lugar de espectadora.
“Oh”, Mike pensou de novo, massageando seu braço. Ele se virou para Bella. “Você está
bem?”
“Sim, e você?” ela perguntou timidamente, corando.
“Acho que posso superar.” Não queria parecer um bebê chorão. Mas, cara, aquilo doía! Mike balançou seu braço em um círculo, retrocedendo.
“Eu ficarei aqui atrás.” Bella disse, além de dor, vergonha e desgosto em sua expressão.
Talvez Mike tivesse feito o pior. Eu certamente esperava que esse fosse o caso. Pelo menos ela não estava mais jogando. Ela segurou sua raquete com tanto cuidado atrás de suas costas, seus olhos grandes com remorso… eu tive que disfarçar a risada em uma tossida.
“O que é engraçado?” Emmet quis saber.
–Te digo depois. –  eu murmurei.
Bella não se aventurou a jogar de novo. O treinador a ignorou e deixou Mike jogar sozinho. Eu fiz os exames rapidamente, ao final de uma hora e Sra. Goff me deixou sair mais cedo. Eu estava ouvindo Mike atentamente enquanto cruzava o campus. Ele havia decidido confrontar Bella a meu respeito.
“Jessica jura que eles estão se vendo. Por que? Por que ele tinha que escolhe-la?”
Ele não havia reconhecido o fenômeno real - que ela me escolheu.
“Então.”
“Então o que?”, ela perguntou.
“Você e Cullen, hein?” Você e o esquisitão, ele pensou. Eu me pergunto, se um cara rico é tão importante para você.
Eu cerrei os dentes sob sua degradante suposição.
“Isso não é da sua conta, Mike.”
Defensiva. Então é verdade. Droga. “Eu não gosto disso.”
“Você não precisa gostar.” ela rebateu.
Por que ela não podia ver o show de circo que ele era? Como eles todos são. O jeito que
ele fica perto dela. Me dá até calafrios de ver, ele pensou. – Ele olha para você como… como se você fosse algo comestível.”
Eu me encolhi, esperando pela resposta dela. Seu rosto se tornou vermelho brilhante, e seus lábios se fecharam com força, como se ela estivesse segurando a respiração. Então, subitamente, um riso falso saiu de seus lábios.
Agora ela está rindo de mim. Ótimo. Mike pensou se virou, com pensamentos sombrios e foi se trocar.
Eu me encostei na parede da quadra e tentei me recompor. Como ela poderia ter rido da acusação de Mike - uma acusação tão certa que comecei a pensar que Forks tinha se tornado muito percebido… Por que ela riria da acusação de que eu poderia matá-la, quando ela sabia que isso era inteiramente verdade? Onde estava o humor nisso?
O que havia de errado com ela?
Ela tinha um senso de humor mórbido? Que não se encaixava com a idéia que eu tinha de seu caráter, mas como eu poderia ter certeza? Ou talvez meu sonho de que o tolo anjo estava certo sobre uma coisa, que ela não sentia medo.
Corajosa - essa era uma palavra para isso. Outros poderiam dizer estúpida, mas eu sabia quão inteligente ela era. Não importa por que razão, essa falta de medo ou senso de humor retorcido não era bom para ela. Era essa estranha falta de medo que a colocava em perigo tão constantemente? Talvez ela precisasse de mim aqui para sempre…
De repente, meu humor estava aceso.
Se eu pudesse simplesmente me disciplinar, me fazer seguro, então talvez fosse certo para mim ficar com ela. Quando ela saiu pelas portas da quadra, seus ombros estavam duros e seu lábio inferior estava entre seus dentes de novo - um sinal de ansiedade. Mas assim que seus olhos encontraram os meus, seus ombros rígidos relaxaram e um largo sorriso apareceu em seu rosto.
Essa era uma estranha expressão de paz. Ela caminhou em minha direção sem hesitar, só parando quando ela estava tão perto que a temperatura de seu corpo bateu em mim como uma onda de maré.
– Oi. –  ela sussurrou.
A felicidade que eu senti nesse momento era, novamente, sem precedentes.
– Olá. –  eu disse, e depois - porque com meu humor subitamente tão leve eu não podia resistir em importuná-la - eu adicionei. – Como foi a educação física?
Seu sorriso hesitou.
– Bem.
Ela era uma péssima mentirosa.
– Sério? –  eu perguntei, pressionando-a - eu ainda estava preocupado com sua cabeça; ela estava sentindo dor? - mas então os pensamentos de Mike Newton estavam tão altos que quebraram minha concentração.
“Eu o odeio. Eu queria que ele morresse. Eu desejo que ele bata aquele carro brilhante diretamente contra um penhasco. Por que ele não pode simplesmente deixá-la em paz? Debandar para seu próprio tipo - para os esquisitos.”
– O que? –  Bella exigiu.
Meus olhos se refocaram em seu rosto. Ela olhou para as costas de Mike e depois de volta para mim.
– Newton me deixa nos nervos. –  eu admiti.
Sua boca se abriu e seu sorriso desapareceu. Ela devia ter se esquecido que eu tinha o poder de assistir sua última hora calamitosa, ou tinha esperança de que eu não o tivesse utilizado.
– Você estava ouvindo de novo?
– Como está sua cabeça?
– Você é inacreditável! – ela disse através dos dentes e então me deu as costas e cruzou furiosamente o estacionamento. Sua pele ruborizou e ficou vermelho-escura - ela estava envergonhada.
Eu continuei andando com ela, esperando que sua raiva passasse logo. Ela normalmente era rápida para me perdoar.
– Foi você quem disse que eu nunca tinha visto você na educação física. – eu expliquei. – Isso me deixou curioso.
Ela não respondeu; suas sobrancelhas se juntaram. Ela parou subitamente no estacionamento quando ela percebeu que o caminho para o meu carro estava bloqueado por uma multidão de estudantes do sexo masculino.
– Eu me pergunto quão rápido eles andam nisso.
– Olhe só a marcha SMG paddles. Eu nunca os havia visto fora das páginas de revista.
– Belos side grills.
– Com certeza eu queria ter 60 mil dólares para passear…
Esse era exatamente o motivo pelo qual era melhor que usássemos apenas o carro de
Rosalie. Eu caminhei da multidão de garotos cheios de luxúria para o meu carro; depois de um momento de hesitação, Bella me seguiu.
– Ostentação. –  eu murmurei quando ela entrou no carro.
– Que tipo de carro é esse? –  ela se perguntou.
– Um M3.
– Eu não leio a Carro e Motorista.
–  É um BMW. – Eu rolei meus olhos e os foquei na ré para não passar por cima de ninguém.
Eu tive de encarar alguns meninos que não pareciam querer sair do meu caminho. Meio segundo encarando meu olhar pareceu ser suficiente para convencê-los.
– Você ainda está brava? –  eu perguntei a ela. Sua expressão estava relaxada.
– Definitivamente. –  ela respondeu brevemente.
Eu suspirei. Talvez eu não devesse ter contado a ela. Oh, bem, eu poderia dar uma recompensa, eu supunha.
– Você me perdoará se eu pedir desculpas?
Ela pensou sobre isso por um momento.
– Talvez… se você realmente estiver arrependido. – ela decidiu. – E se você prometer não fazer isso de novo.
Eu não ia mentir para ela, mas não havia jeito de prometer isso a ela. Talvez se eu
oferecesse uma boa troca.
–  Que tal se eu realmente estiver arrependido e eu concordar em deixar você dirigir no sábado? –  Eu contraí os músculos com esse pensamento.
A ruga entre seus olhos enquanto ela considerava a nova barganha.
– Feito. –  ela disse depois de um momento pensando.
Agora, para minhas desculpas… eu nunca tinha tentado deslumbrar Bella de propósito antes, mas agora parecia ser uma boa hora. Eu olhei no fundo de seus olhos enquanto eu dirigia para longe da escola, me perguntando se eu estava fazendo o caminho correto. Eu usei meu tom mais persuasivo.
– Então, eu sinto muitíssimo por ter deixado você triste.
Seu batimento cardíaco acelerou e ficou mais alto que antes e o ritmo ficou abruptamente destacado. Seus olhos se abriram um pouco, parecendo atordoados. Eu dei um meio-sorriso. Pareceu que eu tinha feito corretamente. É claro que eu estava tendo um pouco de dificuldade olhando através de seus olhos também. Eu estava igualmente deslumbrado. Ter essa estrada memorizada era uma boa coisa.
– E eu estarei à sua porta cedo no sábado de manhã. –  eu adicionei, finalizando o acordo.
Ela piscou rapidamente, balançando a cabeça como se para clareá-la.
– Uh. – ela disse. – Não ajudaria muito com a história para o Charlie se eu não explicar um Volvo deixado na garagem.
Ah, como ela me conhecia pouco.
– Eu não pretendia levar um carro.
– Como ... –  ela começou a perguntar.
Eu a interrompi. A resposta seria difícil de explicar sem uma demonstração, e agora não era o momento certo.
– Não se preocupe com isso. Eu estarei lá. Sem carro.
Ela entortou um pouco a cabeça para o lado, e me olhou por um segundo como se fosse me pressionar para saber mais, mas depois pareceu mudar de idéia.
– Já está muito tarde? – ela perguntou, me lembrando da conversa interminada na cafeteria
mais cedo; ela esqueceria uma pergunta difícil apenas para se lembrar de outra pior.
– Eu acho que está tarde. –  eu concordei sem vontade.
Eu estacionei em frente à sua casa, tenso em pensar em como explicar… sem deixar muito evidente minha monstruosa natureza, sem assustá-la novamente. Ela esperou com a mesma máscara educadamente interessada que ela havia usado no almoço. Se eu tivesse sido menos ansioso, sua calma teria me feito rir.
– E você ainda quer saber por que não pode me ver caçar? – eu perguntei.
– Bem, na verdade eu estava imaginando sua reação. – ela disse.
– Eu assustei você? –  eu perguntei, certo de que ela negaria.
– Não. – Ela disse e tentei não rir.
– Peço desculpas por ter assustado você. – E então meu sorriso se desfez com o humor momentâneo. –  Foi só o pensamento de ter você lá… enquanto nós caçamos.
– Isso seria ruim?
A figura mental era demais - tão vulnerável na escuridão vazia; eu, fora de controle. Eu tentei banir isso da minha cabeça.
– Extremamente.
– Por que…?
Eu respirei fundo, me concentrando por um momento na sede que queimava. Sentindo-a, monitorando-a, provando minha dominação sobre ela. Ela nunca me controlaria novamente - eu desejei que isso fosse verdade. Eu seria seguro por ela. Eu olhei para as nuvens bem vindas sem realmente vê-las, desejando que minha determinação fizesse alguma diferença se eu estivesse caçando quando sentisse seu cheiro.
– Quando caçamos… nos entregamos aos nossos instintos. –  eu disse a ela, pensando em
cada palavra antes de dizê-las. – Governamos menos a mente. Especialmente o olfato. Se você estivesse em algum lugar por perto enquanto eu estivesse fora de controle desse jeito…– eu balancei minha cabeça com agonia ao pensar no que iria - não no que poderia, mas no que iria - certamente acontecer.
Eu ouvi o espigão em seus batimentos e depois me voltei, sem descanso, para ler seus olhos. Sua face estava composta, seus olhos graves. Sua boca estava levemente cerrada, o que eu pensava ser preocupação. Mas preocupação com o quê? Sua própria segurança? Ou minha angústia? Eu continuei a olhar para ela, tentando traduzir sua expressão ambígua em fato concreto.
Ela olhou de volta. Seus olhos ficaram maiores por um instante e suas pupilas se dilataram, embora a luz não tivesse mudado. Minha respiração acelerou e, de repente, o silêncio no carro parecia zunir, como na escura sala de biologia naquela tarde. A pulsação corrente passou entre nós novamente, e meu desejo de tocá-la era, brevemente, mais forte que a demanda da minha sede. A pulsante eletricidade me fez sentir como se eu tivesse pulsação de novo. Meu corpo cantou com isso. Eu me senti quase… humano. Mais que qualquer coisa no mundo, eu queria sentir os lábios dela contra os meus. Por um segundo, eu lutei desesperadamente para encontrar a força, o controle, para poder colocar minha boca tão perto de sua pele.
Ela sugou uma quantidade enorme de ar e só então eu percebi que quando minha
respiração acelerou, ela parou de respirar no mesmo momento. Eu fechei meus olhos, tentando quebrar a conexão entre nós.
Sem mais erros.
A existência de Bella estava atada a milhões de delicados processos químicos, todos tão facilmente rompidos. A rítmica expansão de seus pulmões, a passagem de oxigênio, era vida ou morte para ela. A cadência agitada de seu frágil coração poderia ser parada por tantos acidentes idiotas, ou doenças, ou… por mim.
Nenhum membro de minha família hesitaria se lhes fosse dada uma chance de voltar atrás - se imortalidade pudesse ser trocada pela mortalidade de novo. Qualquer um no nosso mundo ficaria no fogo por isso. Queimaria por quantos anos ou séculos fosse necessário. A maioria de nossa espécie prezava a imortalidade mais que qualquer coisa. Existiam até certos humanos que buscavam isso, que procuravam em lugares escuros alguém que pudesse lhes dar o mais sombrio dos presentes…
Não nós. Não minha família. Nós poderíamos trocar qualquer coisa para sermos humanos. Mas nenhum de nós já esteve desesperado por um caminho de volta como eu estava agora.
Eu olhei para as microscópicas fossas e defeitos no pára-brisas, como se houvesse alguma solução escondida no vidro. A eletricidade não havia desaparecido, e eu tive que me concentrar para manter minhas mãos no volante. Minha mão direita começou a latejar sem dor de novo, de quando eu a havia tocado antes.
– Bella, eu acho que você devia entrar agora.
Ela obedeceu de primeira, sem comentar, saindo do carro e batendo a porta atrás dela. Ela havia sentido o potencial de desastre tão claramente quanto eu?
Sair a machucou tanto quanto a mim por deixá-la ir? O único consolo é que eu a veria em breve. Antes do que ela pudesse me ver. Eu sorri ao pensar nisso e então desci o vidro e me debrucei para falar com ela mais uma vez - era seguro agora com o calor de seu corpo fora do carro.
Ela se virou para ver o que eu queria, curiosa. Ainda curiosa, embora ela tivesse me feito tantas perguntas hoje. Minha própria curiosidade estava inteiramente insatisfeita; responder as perguntas dela hoje só haviam me feito revelar meus segredos - eu tinha tirado pouco dela a não ser por minhas suposições. Isso não era justo.
– Oh, Bella.
– Sim?
– Amanhã é minha vez.
Sua testa se enrugou.
– Sua vez de quê?
– Fazer perguntas.
Amanhã, quando estivéssemos em um lugar mais seguro, cercado de testemunhas, eu conseguiria minhas próprias respostas. Eu sorri com esse pensamento e depois eu me virei, porque ela não fez sinal de se afastar. Mesmo com ela fora do carro, o eco da eletricidade moveu-se rapidamente no ar. Eu queria sair também ir com ela até a porta, para ter uma desculpa para ficar ao seu lado.
Sem mais erros.
Eu liguei o carro e depois suspirei enquanto ela desaparecia atrás de mim.
Parecia que eu estava sempre correndo em direção à Bella ou correndo dela, nunca ficando no lugar. Eu tinha que achar um jeito de me segurar se algum dia nós tivéssemos um pouco de paz.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

As FICs da Paulinha de volta em janeiro.

Eu estive concentrada nos meus romances nos últimos meses, mas não abandonei as FICs de Crepúsculo, muito menos deixei de amar a Saga. 
Em janeiro voltarei a escrever as FICs na visão do Edward. Postarei aqui os Spoilers aqui e na comunidade do Orkut como sempre. 
Espero que essa notícia acalme um pouco o coração das amigas que vem me escrevendo, aflitas perguntando se eu parei. Então... Fiquem tranquilas. Eu ainda continuo firme nos meus projetos de reescrever a Saga na visão do Edward, além das extras.  
Só peço paciência a todas. 

Bjkas no coração.
Paulinha

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!


Obrigado a todos pelo apoio nesse ano. 
Um agradecimento especial a todos que leram, que divulgaram e que me apoiaram., mesmo com o atraso das FICs. 
Um grande abraço.
Feliz Natal e um ano Novo de muitas realizações para todos nós.